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Quase 20 anos depois, forró ganha força nos bares da região

Ritmo está em alta mais uma vez e sexta-feira tem apresentação Falamansa

 

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Falamansa se apresenta nesta sexta (19), em Santos

De A Tribuna On-line

“Ha ha ha ha ha. Mas eu tô rindo à toa. Não que a vida esteja assim tão boa. Mas um sorriso ajuda a melhorar”. Acredite: já são quase 20 anos da explosão do Falamansa no Brasil, com esse single. Junto com o 'Xote dos Milagres', 'Rindo à Toa' levou o disco de estreia do grupo paulistano para todo o Brasil.

À época, Santos viveu a febre do gênero com intensidade. O antigo Torto Bar era um dos pontos centrais do público. Além dos grupos de outras cidades, Santos também tinha a Grooveria, Salve Jorge!, que ajudou na popularização do ritmo na região.

Agora, quase 20 anos depois, Santos volta a ser palco de uma série de shows de forró. O ritmo voltou a ficar na moda. Arena Club (Av. Senador Pinheiro Machado,33), Bujas Garagem Bar (Av. Dr. Washington Luiz, 323) e Porto Circense (Av. Alm. Cochrane, 404) são os três pontos de encontro dos apaixonados do gênero.

Na sexta (19), a partir das 22h, o Falamansa se apresenta na Arena Club, em Santos, dentro do projeto Forró do Barba, que tem levado shows de forró com frequência.

“Acredito que tudo deu certo justamente por não ter sido planejado. Foi uma escala natural, sem apressar as coisas. E isso fez com que a banda tivesse uma aceitação muito grande ao longo da história, sem excessos”, comenta o vocalista do Falamansa, Tato Cruz.

Para ele, essa naturalidade fez também com que a banda se mantivesse intacta esses anos todos. “Hoje, depois de 20 anos, vejo que tomamos as decisões certas, visando não só o sucesso imediatista, mas a valorização de uma carreira e da nossa história”.

Questionado sobre o que vê de diferente da nova geração do forró, Tato optou por fazer um alerta aos novos músicos.“Acredito que o forró sempre aparecerá com novas vertentes ao longo da história, já que é parte da nossa cultura. Hoje, o nome forró é bem mais forte no País, graças a essas novas vertentes. Só não se pode esquecer da origem rítmica, que é extremamente importante para a continuidade do estilo. E acho que as novas forças do forró têm se desviado muito dessa origem”.

Tato explica que mesmo inovando na temática, a Falamansa nunca deixou de lado a origem, com zabumba, triângulo e sanfona.

Na região
O produtor santista Ugo Castro Alves, responsável pelo projeto 'Cais no Forró?', cita uma nova leva de artistas da região que destacam o ritmo por aqui: “Gonzaguiá, Nanda Queiroz, Trio Cristalino, Serrapraiano e Forró Gambiarra”.

Com agenda fechada até o fim de maio, os shows do 'Cais no Forró?' rolam sempre no Porto Circense. Para Alves, o apoio maciço ao ritmo está ligado aos migrantes nordestinos e às escolas de dança. “Tem um movimento grande de escolas e academias de dança que fomentam o forró na região. Também tem uma união grande entre os artistas de forró nos estados do Sudeste. O forró tem um poder aglutinador”.
 

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